terça-feira, 22 de julho de 2008

Minha formosa Diva

Minha formosa diva

Andando na praça sob a luz do luar
Meus olhos enxergam minha formosa diva
De cabelos negros e de postura altiva
Não andava, desfilava, pairava no ar

Passeava feliz com o pequeno cãozinho
Em seu rosto lindo refletia o luar
Escutei alguns versos a diva cantar
-Óh Deus, eu só queria ser o bom cachorrinho!

Doeu meu coração quando a diva partiu
Assim, da mesma forma que em que antes surgiu
Flutuando entre as árvores ela foi embora

Pensei em segui-la, mas por fim decidi
-Amanhã, com certeza eu estarei aqui
Muito mais confiante e preparado que agora

Isaías Gresmés 14/07/2008

Ressaca

Ressaca

Ressaca, sensação forte
Que faz rodopiar o mundo
E o pobre do nauseabundo
Sente a sensação da morte

Foi boa a noite anterior
Kapeta mais caipirinha
Salame mais biritinha
E hoje, céus! Que horror!

Oh, que sensação maldita!
Não quero nem ver birita
Até quando escurecer

Maldita dor de cabeça
Provoca-me até tristeza
“Eu penso que vou morrer!”

Isaías Gresmés 13/07/2008

O Alcoólatra

O Alcoólatra

Como me sinto confuso
Quando bebo uma aguardente
Meus olhos vão pro poente
A razão esquece do fuso

Eu fico meio doidão
E de mim não tenho juízo
Esqueço-me do prejuízo
Pois meus sentidos são vãos

Será que bebo? Sou bebido?
Eu sou um tolo? Ou sou sabido?
Ou sou doente inconseqüente?

Resposta – olha a aflição
Daquele que é sem razão:
Pra beber é incompetente

Isaías Gresmés 12/07/2008

Uma canção prá ocê minha nega

Uma canção prá ocê minha nega

Venha cá minha nega
Deixa eu beijá ocê
Desde do dia escurecê
Inté o dia clareá

Vem cá minha nega
Vamo logo namorá
Desde do dia escurecê
Inté o dia clareá

E quando o sol aparecê
Eu num deixo ocê vê
A janela vou fechá
E a gente vai se amá
Inté o dia escurecê

Vem minha nega
Vem fazê um cafuné
Me faz de seu picolé
Nessa rede aveludada

Vem minha nega
Venha cá meu coração
Eu tô louco de paixão
Por ocê idolatrada

E quando o sol aparecê
Eu num deixo ocê vê
A janela vou fechá
E a gente vai se amá
Inté o dia escurecê

Isaías Gresmés 19/07/2008

O Iluminado

O Iluminado

Tinha seis anos
Certo dia, sozinho em casa
Na verdade, não uma casa
Um barraco de madeira
Cheio de frestas e goteiras
Pequeno e empoeirado
Acordei de sobressalto
E ele estava ali do lado
O pequeno Iluminado

Eu fiquei meio assustado
Com vontade de gritar
Quis chamar a minha avó
Que eu via pela fresta
Trabalhando lá no tanque
Mas não consegui gritar
O pequeno Iluminado
Flutuando pelo ar
Dirigiu-se ao meu lado

Eu fui na direção oposta
Um tanto quanto assustado
E fiquei observando-o
Até que então ele parou
Então eu abri a porta
E fiquei com minha avó
Pelas frestas, a luz eu via
Era quase fim de dia
Num dia do meu passado
Que ficou em mim gravado

E eu nunca esquecerei
Do pequeno Iluminado.

Isaías Gresmés * 06/07/2008 (Fato verídico)

Meu doce amor

Meu doce amor
Doce amor da minha vida
Espero um dia encontrar
E, Tão logo, eu o achar
A missão será cumprida

Mas entendo essa missão
Na vida, a mais importante
Pois amor é diamante
Que brota no coração

O seu efeito é eterno
Torna o rude bem mais terno
Faz o triste mais feliz

Então busco o meu amor
Como faz o beija-flor
Ao beijar a flor-de-liz

Isaías Gresmés (07/07/2008)

O amor no inverno

O amor no inverno
Eu quero encostar minha mão em seu rosto
Em uma noite de gelado inverno
E ouvir de você: “vai para o inferno!”
“Sai pra lá infeliz; acaso está morto?”

Mas eu sei que isso entre nós é carinho
Pois você é brava, mas sei que me ama
E daqui a pouco vai gemer a cama
Em um frenesi gostoso e quentinho

Já quente então eu mordo sua orelha
Você me vem tal qual lanuda ovelha
Ser despida pelo seu tosqueador

E o que acontece de agora pra frente
É a explosão de uma paixão “calliente”
Entre nós dois suados, em um cobertor

Isaías (04/07/2008)