O que não podemos mudar
Há certos fatos na vida,
Que não podemos mudar.
Um deles - nossa partida -
Quando a vez nossa chegar.
Um outro fato também
(Que afirmo aqui, com certeza)
É que há vida no além;
Além da nossa clareza...
Não há mistério algum.
Assim Jesus ensinou:
“Que esse é destino comum
Àqueles que aqui passou”.
Isso é um fato na vida:
Morrer é etapa cumprida.
Isaías Gresmés 11/08/2009
Criei este espaço com o intuito de expor meu trabalho. Sinta-se em casa amigo. OBSERVAÇÃO: NÃO SE ESQUEÇA DE DEIXAR UM COMENTÁRIO. PRECISO DA SUA OPINIÃO, POIS ELA É MUITO IMPORTANTE PARA O MEU CRESCIMENTO LITERÁRIO. OBRIGADO.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Meu amor pelo Jethro Tull
Meu amor pelo Jethro Tull
Vou ouvir um som legal,
Na minha hora feliz,
No final vou pedir bis:
“Com vocês o Jethro Tull!”
A flauta – me faz sonhar;
Bela voz – me faz sorrir;
Eu queria era assistir
Os velhos deuses atuar.
Escutei ainda menino
“Aqualung”, um som divino,
Foi então que apaixonei
Pelo rock progressivo,
Esse som tão expressivo
Que jamais esquecerei.
Isaías Gresmés 11/07/2008
Vou ouvir um som legal,
Na minha hora feliz,
No final vou pedir bis:
“Com vocês o Jethro Tull!”
A flauta – me faz sonhar;
Bela voz – me faz sorrir;
Eu queria era assistir
Os velhos deuses atuar.
Escutei ainda menino
“Aqualung”, um som divino,
Foi então que apaixonei
Pelo rock progressivo,
Esse som tão expressivo
Que jamais esquecerei.
Isaías Gresmés 11/07/2008
sábado, 8 de agosto de 2009
O urubu
O URUBU
Lá embaixo vejo meu almoço
Já exalando seu odor ruim
Meus amigos fazem alvoroço
Vou descer, senão será meu fim
Vejam só, é um cachorro morto
Estraçalhado por um caminhão
Eu prefiro carniça de porco
Mas, não tendo, vai esta então
Sou urubu, grande carniceiro
Me alimento de coisa estragada
Só não como resto de banheiro
Que os homens deixam na privada
As pessoas não gostam de mim
Dizem que sou bicho nojento
Mas não sou tão pestilento assim
O homem é muito mais fedorento
Pois, tem ele, por banho mania
Para livrar-se do terrível odor
Que acentua-se no fim do dia
Pelo mau cheiro do seu fedor
Urubu é sábio e muito exigente
E escolhe, no olhar, a sua refeição
Ele dispensa a carne de gente
Que carrega, em si, a sua podridão
Na natureza, todo bicho que morreu
Cai por terra para apodrecer
Os restos mortais do que faleceu
É alimento para o urubu crescer
Assim segue a vida se renovando
Cada um carrega a sua sina
O urubu - frondosa ave - segue voando
Em seu enigmático voo de rapina
ISAÍAS GRESMÉS 08/08-2009
Lá embaixo vejo meu almoço
Já exalando seu odor ruim
Meus amigos fazem alvoroço
Vou descer, senão será meu fim
Vejam só, é um cachorro morto
Estraçalhado por um caminhão
Eu prefiro carniça de porco
Mas, não tendo, vai esta então
Sou urubu, grande carniceiro
Me alimento de coisa estragada
Só não como resto de banheiro
Que os homens deixam na privada
As pessoas não gostam de mim
Dizem que sou bicho nojento
Mas não sou tão pestilento assim
O homem é muito mais fedorento
Pois, tem ele, por banho mania
Para livrar-se do terrível odor
Que acentua-se no fim do dia
Pelo mau cheiro do seu fedor
Urubu é sábio e muito exigente
E escolhe, no olhar, a sua refeição
Ele dispensa a carne de gente
Que carrega, em si, a sua podridão
Na natureza, todo bicho que morreu
Cai por terra para apodrecer
Os restos mortais do que faleceu
É alimento para o urubu crescer
Assim segue a vida se renovando
Cada um carrega a sua sina
O urubu - frondosa ave - segue voando
Em seu enigmático voo de rapina
ISAÍAS GRESMÉS 08/08-2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Com Jesus...
“COM JESUS EM MEU CAMINHO
COM CERTEZA EU VOU VENCER”
(Mote sugerido pela poetisa Marlene)
Há dias em que minha mente
Amanhece atormentada
Como que acorrentada
A um imenso dormente
O peso dessa corrente
Faz meu corpo amolecer
Mas não vou me esmorecer
Pois sei que não estou sozinho
COM JESUS EM MEU CAMINHO
COM CERTEZA EU VOU VENCER
A rotina acelerada
Da vida, na atualidade
Causa muita ansiedade
E morte precipitada
A reza é recomendada
Para, deste mal, precaver
Morrer sei que vou morrer
(Mas que seja de vagarinho)
COM JESUS EM MEU CAMINHO
COM CERTEZA EU VOU VENCER
Eu nunca vou me entregar
Ao desânimo fatal
Que é precursor do mal
E doido para me matar
Vou sempre perseverar
Andando, vou sempre crer
E jamais vou retroceder
Mesmo eu sendo um cisquinho
COM JESUS EM MEU CAMINHO
COM CERTEZA EU VOU VENCER
Certo dia acordei
Com coração apertado
Meu semblante carregado
Me fez mal e eu chorei
No mar de choro afundei
Sentindo que ia morrer
Mas veio Ele me reerguer
E emergir o meu barquinho
COM JESUS EM MEU CAMINHO
COM CERTEZA EU VOU VENCER
Hoje falo ao sofredor
Para não se entregar
E teus males enfrentar
Com gana de vencedor
Pois Ele nos têm amor
E nos mostra que sofrer
É requisito de viver
Mas não desista amiguinho
COM JESUS EM TEU CAMINHO
COM CERTEZA VAIS VENCER
A vida é complicada
Para quem não vive a fé
E faz como fez Tomé
Que não acreditava em nada
Jesus é minha jornada
Da alvorada ao escurecer
Agora posso entender
Que, mesmo eu sendo um cisquinho
COM JESUS EM MEU CAMINHO
COM CERTEZA EU VOU VENCER
ISAÍAS GRESMÉS 06/08/2009
COM CERTEZA EU VOU VENCER”
(Mote sugerido pela poetisa Marlene)
Há dias em que minha mente
Amanhece atormentada
Como que acorrentada
A um imenso dormente
O peso dessa corrente
Faz meu corpo amolecer
Mas não vou me esmorecer
Pois sei que não estou sozinho
COM JESUS EM MEU CAMINHO
COM CERTEZA EU VOU VENCER
A rotina acelerada
Da vida, na atualidade
Causa muita ansiedade
E morte precipitada
A reza é recomendada
Para, deste mal, precaver
Morrer sei que vou morrer
(Mas que seja de vagarinho)
COM JESUS EM MEU CAMINHO
COM CERTEZA EU VOU VENCER
Eu nunca vou me entregar
Ao desânimo fatal
Que é precursor do mal
E doido para me matar
Vou sempre perseverar
Andando, vou sempre crer
E jamais vou retroceder
Mesmo eu sendo um cisquinho
COM JESUS EM MEU CAMINHO
COM CERTEZA EU VOU VENCER
Certo dia acordei
Com coração apertado
Meu semblante carregado
Me fez mal e eu chorei
No mar de choro afundei
Sentindo que ia morrer
Mas veio Ele me reerguer
E emergir o meu barquinho
COM JESUS EM MEU CAMINHO
COM CERTEZA EU VOU VENCER
Hoje falo ao sofredor
Para não se entregar
E teus males enfrentar
Com gana de vencedor
Pois Ele nos têm amor
E nos mostra que sofrer
É requisito de viver
Mas não desista amiguinho
COM JESUS EM TEU CAMINHO
COM CERTEZA VAIS VENCER
A vida é complicada
Para quem não vive a fé
E faz como fez Tomé
Que não acreditava em nada
Jesus é minha jornada
Da alvorada ao escurecer
Agora posso entender
Que, mesmo eu sendo um cisquinho
COM JESUS EM MEU CAMINHO
COM CERTEZA EU VOU VENCER
ISAÍAS GRESMÉS 06/08/2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
PRECONCEITOS
PRECONCEITOS
Divino pai gracioso
Criador do universo
Peço agora que me guie
Na escrita do meu verso
Vou versar o preconceito
Ser maligno e perverso
Preconceito é um conceito
Concebido erroneamente
E lá, no ventre da alma
Permanece, então, latente
Quando nasce, já fere
Com o seu grito estridente
É irmão do egoísmo
Primo da perversidade
Tem mau sangue da soberba
E prega a desigualdade
Sua mãe e a arrogância
E sua avó é a maldade
É um mal camaleão
Pois assume vários rostos
Mas todos eles têm marcas
Que revelam seus desgostos
Marcas, essas, de ódio
E intolerância aos opostos
O preconceito regional
É terrível opressor
Já vi muito homem barbado
Semeando esse terror
Neonazismo é seu fruto
Seu efeito é o desamor
Essa força aterradora
Não aceita o diferente
Assim o homossexual
É visto como demente
Que precisa ser massacrado
E banido do presente
O preconceito racial
Sempre houve na História
Onde alguns grupos humanos
Foram tidos como escória
E muitos não conseguiram
Contra ele, uma vitória
Aqui em nosso país
O negro era “animal”
Vendido como gado
Ou trocado até por sal
Nas senzalas eram surrados
De maneira bem brutal
Com o fim da escravidão
Não acabou o preconceito
E o preto, então, se via
Desprovido de direito
E continuou sendo taxado
De animal imperfeito
Hoje em dia é diferente
O negro é mais respeitado
Mas o preconceito existe
Permanece enraizado
Ainda têm imbecis
Com as cabeças no passado
II
O irmão lá do sertão
Ao vir para cidade
Sofre com o preconceito
E, assim, sente saudade
Do seu canto no nordeste
Onde só a seca agreste
Causava-lhe infelicidade
Mas na selva de concreto
A coisa é diferente
Alguns tolos, arrogantes
Pensam que há subgente
Assim, o pobre coitado
Do sertão é maltratado
Por infelizes dementes
O homossexual
Sofre diuturnamente
Devido ao preconceito
Que ainda se faz presente
Muitos são desprezados
Alguns foram massacrados
Por amarem diferente
O negro ainda arrasta
As correntes da escravidão
Pois trabalha igual ao branco
Mas recebe menos pão
Ah meu Deus, que bom seria
Se o Brasil da hipocrisia
Sanasse essa aberração
A mulher é caso à parte
A parte desprestigiada
Pois em grandes discussões
Permanecem ignoradas
E, apesar das melhorias
Ainda nossas Marias
Enfrentam duras jornadas
III
Nossos irmãos nordestinos
São tratados indignamente
Preconceito é um conceito
Concebido erroneamente
Mesmo trazendo o cordel
A buchada e o repente
Preconceito é um conceito
Concebido erroneamente
Nossos negros ainda sofrem
Com chacotas frequentes
Preconceito é um conceito
Concebido erroneamente
São a base do nosso povo
Mas o mal ainda sentem
Preconceito é um conceito
Concebido erroneamente
Nossos irmãos dekasseguis
Padecem no Oriente
Preconceito é um conceito
Concebido erroneamente
Agora enfrentam a ira
Na Terra do Sol Nascente
Preconceito é um conceito
Concebido erroneamente
Nossas Marias recebem
Até convites indecentes
Preconceito é um conceito
Concebido erroneamente
Não sejamos pais do monstro
Que se disfarça de gente
Preconceito é um conceito
Concebido erroneamente
IV
O que seria preciso
Para não haver preconceito?
Penso eu que é preciso
Cultivar amor no peito
Pois foi com o amor divino
Que todo homem foi feito
Esse amor é traduzido
Na grande diversidade
Onde cada indivíduo
Com sua singularidade
Contribui com sua parte
Na promoção da igualdade
O diferente é legal
Nos ensina uma lição
A lição da tolerância
Crucial ao bom cristão
Pois assim versou Cristo
“Que todos somos irmãos”
Isaías Gresmés 04/08/2009
Divino pai gracioso
Criador do universo
Peço agora que me guie
Na escrita do meu verso
Vou versar o preconceito
Ser maligno e perverso
Preconceito é um conceito
Concebido erroneamente
E lá, no ventre da alma
Permanece, então, latente
Quando nasce, já fere
Com o seu grito estridente
É irmão do egoísmo
Primo da perversidade
Tem mau sangue da soberba
E prega a desigualdade
Sua mãe e a arrogância
E sua avó é a maldade
É um mal camaleão
Pois assume vários rostos
Mas todos eles têm marcas
Que revelam seus desgostos
Marcas, essas, de ódio
E intolerância aos opostos
O preconceito regional
É terrível opressor
Já vi muito homem barbado
Semeando esse terror
Neonazismo é seu fruto
Seu efeito é o desamor
Essa força aterradora
Não aceita o diferente
Assim o homossexual
É visto como demente
Que precisa ser massacrado
E banido do presente
O preconceito racial
Sempre houve na História
Onde alguns grupos humanos
Foram tidos como escória
E muitos não conseguiram
Contra ele, uma vitória
Aqui em nosso país
O negro era “animal”
Vendido como gado
Ou trocado até por sal
Nas senzalas eram surrados
De maneira bem brutal
Com o fim da escravidão
Não acabou o preconceito
E o preto, então, se via
Desprovido de direito
E continuou sendo taxado
De animal imperfeito
Hoje em dia é diferente
O negro é mais respeitado
Mas o preconceito existe
Permanece enraizado
Ainda têm imbecis
Com as cabeças no passado
II
O irmão lá do sertão
Ao vir para cidade
Sofre com o preconceito
E, assim, sente saudade
Do seu canto no nordeste
Onde só a seca agreste
Causava-lhe infelicidade
Mas na selva de concreto
A coisa é diferente
Alguns tolos, arrogantes
Pensam que há subgente
Assim, o pobre coitado
Do sertão é maltratado
Por infelizes dementes
O homossexual
Sofre diuturnamente
Devido ao preconceito
Que ainda se faz presente
Muitos são desprezados
Alguns foram massacrados
Por amarem diferente
O negro ainda arrasta
As correntes da escravidão
Pois trabalha igual ao branco
Mas recebe menos pão
Ah meu Deus, que bom seria
Se o Brasil da hipocrisia
Sanasse essa aberração
A mulher é caso à parte
A parte desprestigiada
Pois em grandes discussões
Permanecem ignoradas
E, apesar das melhorias
Ainda nossas Marias
Enfrentam duras jornadas
III
Nossos irmãos nordestinos
São tratados indignamente
Preconceito é um conceito
Concebido erroneamente
Mesmo trazendo o cordel
A buchada e o repente
Preconceito é um conceito
Concebido erroneamente
Nossos negros ainda sofrem
Com chacotas frequentes
Preconceito é um conceito
Concebido erroneamente
São a base do nosso povo
Mas o mal ainda sentem
Preconceito é um conceito
Concebido erroneamente
Nossos irmãos dekasseguis
Padecem no Oriente
Preconceito é um conceito
Concebido erroneamente
Agora enfrentam a ira
Na Terra do Sol Nascente
Preconceito é um conceito
Concebido erroneamente
Nossas Marias recebem
Até convites indecentes
Preconceito é um conceito
Concebido erroneamente
Não sejamos pais do monstro
Que se disfarça de gente
Preconceito é um conceito
Concebido erroneamente
IV
O que seria preciso
Para não haver preconceito?
Penso eu que é preciso
Cultivar amor no peito
Pois foi com o amor divino
Que todo homem foi feito
Esse amor é traduzido
Na grande diversidade
Onde cada indivíduo
Com sua singularidade
Contribui com sua parte
Na promoção da igualdade
O diferente é legal
Nos ensina uma lição
A lição da tolerância
Crucial ao bom cristão
Pois assim versou Cristo
“Que todos somos irmãos”
Isaías Gresmés 04/08/2009
segunda-feira, 27 de julho de 2009
CRACK (CORDEL)
CRACK
Caro amigo leitor
Esse assunto aqui exposto
Pode causar-lhe espanto
E modificar seu rosto
Mas falar dele é preciso
E aqui o deixo posto
O assunto é o crack
Uma droga infernal
Que, sob a forma de pedra
Sintetiza todo o mal
Quem o fuma se fuma
E some em seu fumaçal
É uma droga derivada
Da terrível cocaína
Misturada a porcarias
Torna-se mais assassina
Pois mata seus usuários
De forma bem repentina
Ao tragá-la, o indivíduo
Joga o seu mal na mente
Os seus olhos se dilatam
E euforia ele sente
O infeliz, já morto-vivo
Se sente bem mais potente
Mas a tal da alegria
Bem logo desaparece
Sua mente pede mais
Seu corpo se estremece
O coração acelera
E a depressão se estabelece
Vendedor de crack é
Geralmente usuário
E pra sustentar o vício
Aceita a “pedra” por salário
O seu chefe é um câncer
Um maldito salafrário
Nessa triste profissão
Prevalece a crueldade
Pois o indivíduo novo
Deixa a vida na metade
No seu lugar entra outro
Até em menor idade
E assim, outro infeliz
Dá dinheiro ao traficante
Um sujeito perigoso
Que possui mente brilhante
Mas trabalha só pro mal
A toda hora e todo instante
O relato que se segue
É o retrato dos drogados
Que, não tendo onde ficar
Permanecem amontoados
Em um terreno baldio
Totalmente desprezados
II
Num terreno abandonado
Em meio às ratazanas
Ali “vivem” almas profanas
Herdando triste legado
Mortos-vivos sem passado
Que, não tendo onde morar
Põem-se a perambular
Em triste e funérea dança
E já não tendo esperanças
Esperam a morte chegar
É o caso de Ermitão
Que já fora bom rapaz
Mas agora não é mais
Transformou-se em ladrão
Mais um soldado do cão
Que já fez até matar
E para o vício sustentar
Não poupa nem as velhinhas
Roubando as coitadinhas
Espera a morte chegar
Bagaceira é seu parceiro
Em nefasta empreitada
Já foi homem boa praça
Hoje é mau e traiçoeiro
Que “vive” a roubar dinheiro
Para o crack comprar
Na ânsia de abrandar
Seu destino equivocado
Agora, já condenado
Espera a morte chegar
Também “vive” lá Filó
Que já fora tão charmosa
Hoje anda mal-cheirosa
Com aspecto de dar dó
Só pensa em pedra e pó
Há muito esquecera o lar
A AIDS quer lhe matar
Mas o Cancro quer também
E, não tendo mais ninguém
Espera a morte chegar
Lá também apareceu
Um rapaz muito elegante
Inteligente e falante
Mas, bem logo, se perdeu
Sua aura enegreceu
E ele pôs-se a roubar
Primeiro seu próprio lar
Depois, até carro-forte
Ali encontrou com a morte
Naquele triste lugar
Mas, por lá permaneceu
E, naquele mesmo local
Continuou fazendo mal
Mesmo depois que morreu
Ao mal, sua alma deu
Para, assim, vampirizar
Os moribundos do lugar
Com sua má influência
E jamais dava clemência
A quem ousasse ali pisar
Zeloco – outrora feliz
Agora – muito cruel
Virou rei do beléu
Aquele mundo infeliz
Onde o mal fincou raiz
Para as vidas sufocar
E com isso arrasar
O peito de mãe e pai
Que vê que o filho vai
Com a morte se encontrar
III
O crack é realidade
E se encontra entre nós
Portanto fique atento
Com este terrível algoz
Ou os seus assistidos
Podem ter destino atroz
É nosso dever maior
Zelar pelo nosso lar
Portanto a educação
Jamais poderá faltar
E sobre o terrível crack
Devemos, então, falar
Mas deixo aqui bem claro
Que o álcool, que é legal
É, sem dúvida nenhuma
Precursor de todo mal
Jamais o menospreze
Respeitá-lo é crucial
Não existe droga boa
Sendo lícita ou não
São venenos de maldade
Em conluio com o cão
Cuidado, muito cuidado
Não caia nessa irmão
Meu intuito está cumprido
Com o meu trabalho exposto
A leitura foi pesada
Enrugou até seu rosto
Mas amigo, foi preciso
Por isso aqui deixei posto
FIM – Isaías Gresmés 25/07/2009
Caro amigo leitor
Esse assunto aqui exposto
Pode causar-lhe espanto
E modificar seu rosto
Mas falar dele é preciso
E aqui o deixo posto
O assunto é o crack
Uma droga infernal
Que, sob a forma de pedra
Sintetiza todo o mal
Quem o fuma se fuma
E some em seu fumaçal
É uma droga derivada
Da terrível cocaína
Misturada a porcarias
Torna-se mais assassina
Pois mata seus usuários
De forma bem repentina
Ao tragá-la, o indivíduo
Joga o seu mal na mente
Os seus olhos se dilatam
E euforia ele sente
O infeliz, já morto-vivo
Se sente bem mais potente
Mas a tal da alegria
Bem logo desaparece
Sua mente pede mais
Seu corpo se estremece
O coração acelera
E a depressão se estabelece
Vendedor de crack é
Geralmente usuário
E pra sustentar o vício
Aceita a “pedra” por salário
O seu chefe é um câncer
Um maldito salafrário
Nessa triste profissão
Prevalece a crueldade
Pois o indivíduo novo
Deixa a vida na metade
No seu lugar entra outro
Até em menor idade
E assim, outro infeliz
Dá dinheiro ao traficante
Um sujeito perigoso
Que possui mente brilhante
Mas trabalha só pro mal
A toda hora e todo instante
O relato que se segue
É o retrato dos drogados
Que, não tendo onde ficar
Permanecem amontoados
Em um terreno baldio
Totalmente desprezados
II
Num terreno abandonado
Em meio às ratazanas
Ali “vivem” almas profanas
Herdando triste legado
Mortos-vivos sem passado
Que, não tendo onde morar
Põem-se a perambular
Em triste e funérea dança
E já não tendo esperanças
Esperam a morte chegar
É o caso de Ermitão
Que já fora bom rapaz
Mas agora não é mais
Transformou-se em ladrão
Mais um soldado do cão
Que já fez até matar
E para o vício sustentar
Não poupa nem as velhinhas
Roubando as coitadinhas
Espera a morte chegar
Bagaceira é seu parceiro
Em nefasta empreitada
Já foi homem boa praça
Hoje é mau e traiçoeiro
Que “vive” a roubar dinheiro
Para o crack comprar
Na ânsia de abrandar
Seu destino equivocado
Agora, já condenado
Espera a morte chegar
Também “vive” lá Filó
Que já fora tão charmosa
Hoje anda mal-cheirosa
Com aspecto de dar dó
Só pensa em pedra e pó
Há muito esquecera o lar
A AIDS quer lhe matar
Mas o Cancro quer também
E, não tendo mais ninguém
Espera a morte chegar
Lá também apareceu
Um rapaz muito elegante
Inteligente e falante
Mas, bem logo, se perdeu
Sua aura enegreceu
E ele pôs-se a roubar
Primeiro seu próprio lar
Depois, até carro-forte
Ali encontrou com a morte
Naquele triste lugar
Mas, por lá permaneceu
E, naquele mesmo local
Continuou fazendo mal
Mesmo depois que morreu
Ao mal, sua alma deu
Para, assim, vampirizar
Os moribundos do lugar
Com sua má influência
E jamais dava clemência
A quem ousasse ali pisar
Zeloco – outrora feliz
Agora – muito cruel
Virou rei do beléu
Aquele mundo infeliz
Onde o mal fincou raiz
Para as vidas sufocar
E com isso arrasar
O peito de mãe e pai
Que vê que o filho vai
Com a morte se encontrar
III
O crack é realidade
E se encontra entre nós
Portanto fique atento
Com este terrível algoz
Ou os seus assistidos
Podem ter destino atroz
É nosso dever maior
Zelar pelo nosso lar
Portanto a educação
Jamais poderá faltar
E sobre o terrível crack
Devemos, então, falar
Mas deixo aqui bem claro
Que o álcool, que é legal
É, sem dúvida nenhuma
Precursor de todo mal
Jamais o menospreze
Respeitá-lo é crucial
Não existe droga boa
Sendo lícita ou não
São venenos de maldade
Em conluio com o cão
Cuidado, muito cuidado
Não caia nessa irmão
Meu intuito está cumprido
Com o meu trabalho exposto
A leitura foi pesada
Enrugou até seu rosto
Mas amigo, foi preciso
Por isso aqui deixei posto
FIM – Isaías Gresmés 25/07/2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009
CRACK
CRACK
Num terreno baldio, esquecido até pelo proprietário, concentra-se entre os montes de lixos de toda natureza, uma parcela, apenas mais uma parcela da sociedade. A parcela dos esquecidos, dos mortos-vivos, dos viciados em crack e outras drogas.
Em um ambiente horrível
Empesteado de sujeira
“Vivem” vários infelizes
Em meio às varejeiras
Muito mais mortos que vivos
Menos carne, mais caveiras
Ermitão é um deles. Negão, cabelos rastafári, ensebado pelo limo de vários anos sem ver limpeza; magro, verdadeira caveira ambulante. Não se sabe se em suas veias ainda corre sangue ou se apenas as malditas drogas. Chegou ao terreno à questão de um ano. Além dele, contam-se uns dez infelizes por lá.
Ermitão combina com Bagaceira uma ação:
É o seguinte Bagaceira
Vamos sair pra roubar
Pois eu já estou a fim
De uma pedra fumar
Já estou todo tremendo
Tenho medo de apagar
Bagaceira
É nóis Ermitão
Eu também estou a perigo
Vamos nessa sangue bom
E os dois saem para caçada de alguma vítima. Eles sabem que não pode ser qualquer um. Eles não têm força o suficiente para dominar um homem forte, por isso a vítima tem que ser, preferencialmente, uma mulher; uma velha seria o ideal.
Os dois são seguidos de perto por várias criaturas as quais eles não podem ver. Estas criaturas têm como líder alguém que atende pelo apelido de Zeloco. É ele quem sugere ao Ermitão que ataque uma senhora que passa pela calçada. Ermitão diz em pensamento “É essa!”
Ermitão
Olha a véia aí cumpadi
Se liga Bagaceira
Dá um capote na véia
E vê se não marca bobeira
Arranca a bolsa dela logo
Pra tirar a sua carteira
Bagaceira
Passa a bolsa tia
E não grita não
Senão te mato, sua vadia
Roubo executado, os dois correm para o terreno baldio. São seguidos de perto por Zeloco e sua turma. Ambos não percebem, evidentemente. Em um canto do terreno, ao lado de uma enorme pedra, “trabalha” Veneno. Veneno já está no posto a mais de um ano. Sujeito alto, forte e muito cruel. Desde quando viu a mãe morrer de overdose de crack, prometera a si próprio que jamais voltaria a usar “essa porra!”, como sempre pensava.
Ermitão
E aí, irmão Veneno
Conseguimos um celular
Em troca dele queremos
Uma pedra pra fumar
Pode ser, ó meu cumpadi
Com isso dá prá pagar?
Veneno
Não quero porra de celular
Aqui só dinheiro, vacilão
Mas, prá não dizer que sou ruim
Vou abrir uma exceção
Mas amanhã, nesta mesma hora
Quero dinheiro na minha mão
Bagaceira
Valeu Veneno sangue bom
É nóis mano
Amanha nóis paga irmão
Ermitão sentiu um calafrio percorrer-lhe a espinha, mas a “fissura” de fumar a pedra falou mais alto. Do seu lado, Zeloco e os demais já estavam com os olhos esbugalhados de ansiedade.
Pedras na mão... cachimbo de antena de carro e garrafa pet... Ambos viajam para o paraíso... mas, decorridos alguns segundos, eles retornam ao inferno, ou pior, para o terreno baldio. Zeloco e os demais, ainda extasiados pelo efeito alucinógeno da droga, encostam num barranco.
Zeloco sabe que aqueles dois infelizes não aguentarão por muito mais tempo aquela rotina de consumo cavalar dos entorpecentes. Sendo assim, ele já está concentrando todos os seus esforços em persuadir Veneno, pois ele é novo e cheio de saúde; “Aguenta algum tempo antes de morrer...”, arquitetava em pensamento.
PARTE II
Outro dia, outro assalto. Ermitão e Bagaceira aborda dessa vez um jovem estudante. O menino acabara de sair da escola particular e se dirigia para o carro do pai, um policial da Rota que, naquele dia estava de folga, por isso aproveitou para levar e buscar o filho na escola. Levou um grande susto quando viu aqueles dois sujeitos imundos tentando tomar a bolsa com o notebook do seu filho. Sacou sua Magnum 44 e saiu correndo em direção aos três.
Policial:
“Os dois! deitem no chão!”
“Vai para o carro meu filho; toma, pegue meu celular e liga lá pro quartel!”
Assim que o menino chegou ao carro, fez o que o pai havia lhe pedido. Logo depois ouviu seis tiros seguidos. Quis voltar, mas foi contido pelo pai que chegou correndo ao carro.
Policial:
“Os desgraçados reagiram...”
Parte III
Zeloco
Vocês morreram e não foram para o céu
Aqui é o que se chama de beleléu
E aqui, quem manda, sou eu, Zeloco
E aqui todos sabem que louco para mim é pouco
Sou coisa ruim, emissário do capeta
Não vacilem comigo não, por que senão é treta, muita treta...
Ermitão e Bagaceira foram “convencidos” a fazer parte do bando do Zeloco.
Parte IV
Todos eles seguiram em direção à pedra onde descansava Veneno. Logo Veneno se viu envolvido por pensamentos estranhos. Sentia uma angústia muito grande. De repente era como se sua mãe estivesse ali, ao seu lado, oferecendo-lhe uma pedra. “Não!” Berrou ele, mas agora era verdade, ela estava ali, bem ao seu lado, fumando uma pedra. Ele podia ver as suas veias dilatadas e seus olhos esbugalhados num vermelho sangue a fitá-lo com ódio. Sua cabeça começou a girar e ele foi saindo de si. De repente ele percebe que não está ali somente com a sua mãe, mas sim rodeado por uma multidão de infelizes, dentre os quais, Ermitão e Bagaceira. “Mas vocês não estão mortos, seus infelizes?!”
Saiu gritando, pulou o muro e não percebeu o enorme caminhão que vinha em alta velocidade. Seu corpo foi arremessado contra o muro. Ao lado, caído, estava um cachimbo improvisado com o qual ele havia consumido algumas pedras de crack.
Mais um para o bando do Zeloco.
Fim – Isaías Gresmés
Num terreno baldio, esquecido até pelo proprietário, concentra-se entre os montes de lixos de toda natureza, uma parcela, apenas mais uma parcela da sociedade. A parcela dos esquecidos, dos mortos-vivos, dos viciados em crack e outras drogas.
Em um ambiente horrível
Empesteado de sujeira
“Vivem” vários infelizes
Em meio às varejeiras
Muito mais mortos que vivos
Menos carne, mais caveiras
Ermitão é um deles. Negão, cabelos rastafári, ensebado pelo limo de vários anos sem ver limpeza; magro, verdadeira caveira ambulante. Não se sabe se em suas veias ainda corre sangue ou se apenas as malditas drogas. Chegou ao terreno à questão de um ano. Além dele, contam-se uns dez infelizes por lá.
Ermitão combina com Bagaceira uma ação:
É o seguinte Bagaceira
Vamos sair pra roubar
Pois eu já estou a fim
De uma pedra fumar
Já estou todo tremendo
Tenho medo de apagar
Bagaceira
É nóis Ermitão
Eu também estou a perigo
Vamos nessa sangue bom
E os dois saem para caçada de alguma vítima. Eles sabem que não pode ser qualquer um. Eles não têm força o suficiente para dominar um homem forte, por isso a vítima tem que ser, preferencialmente, uma mulher; uma velha seria o ideal.
Os dois são seguidos de perto por várias criaturas as quais eles não podem ver. Estas criaturas têm como líder alguém que atende pelo apelido de Zeloco. É ele quem sugere ao Ermitão que ataque uma senhora que passa pela calçada. Ermitão diz em pensamento “É essa!”
Ermitão
Olha a véia aí cumpadi
Se liga Bagaceira
Dá um capote na véia
E vê se não marca bobeira
Arranca a bolsa dela logo
Pra tirar a sua carteira
Bagaceira
Passa a bolsa tia
E não grita não
Senão te mato, sua vadia
Roubo executado, os dois correm para o terreno baldio. São seguidos de perto por Zeloco e sua turma. Ambos não percebem, evidentemente. Em um canto do terreno, ao lado de uma enorme pedra, “trabalha” Veneno. Veneno já está no posto a mais de um ano. Sujeito alto, forte e muito cruel. Desde quando viu a mãe morrer de overdose de crack, prometera a si próprio que jamais voltaria a usar “essa porra!”, como sempre pensava.
Ermitão
E aí, irmão Veneno
Conseguimos um celular
Em troca dele queremos
Uma pedra pra fumar
Pode ser, ó meu cumpadi
Com isso dá prá pagar?
Veneno
Não quero porra de celular
Aqui só dinheiro, vacilão
Mas, prá não dizer que sou ruim
Vou abrir uma exceção
Mas amanhã, nesta mesma hora
Quero dinheiro na minha mão
Bagaceira
Valeu Veneno sangue bom
É nóis mano
Amanha nóis paga irmão
Ermitão sentiu um calafrio percorrer-lhe a espinha, mas a “fissura” de fumar a pedra falou mais alto. Do seu lado, Zeloco e os demais já estavam com os olhos esbugalhados de ansiedade.
Pedras na mão... cachimbo de antena de carro e garrafa pet... Ambos viajam para o paraíso... mas, decorridos alguns segundos, eles retornam ao inferno, ou pior, para o terreno baldio. Zeloco e os demais, ainda extasiados pelo efeito alucinógeno da droga, encostam num barranco.
Zeloco sabe que aqueles dois infelizes não aguentarão por muito mais tempo aquela rotina de consumo cavalar dos entorpecentes. Sendo assim, ele já está concentrando todos os seus esforços em persuadir Veneno, pois ele é novo e cheio de saúde; “Aguenta algum tempo antes de morrer...”, arquitetava em pensamento.
PARTE II
Outro dia, outro assalto. Ermitão e Bagaceira aborda dessa vez um jovem estudante. O menino acabara de sair da escola particular e se dirigia para o carro do pai, um policial da Rota que, naquele dia estava de folga, por isso aproveitou para levar e buscar o filho na escola. Levou um grande susto quando viu aqueles dois sujeitos imundos tentando tomar a bolsa com o notebook do seu filho. Sacou sua Magnum 44 e saiu correndo em direção aos três.
Policial:
“Os dois! deitem no chão!”
“Vai para o carro meu filho; toma, pegue meu celular e liga lá pro quartel!”
Assim que o menino chegou ao carro, fez o que o pai havia lhe pedido. Logo depois ouviu seis tiros seguidos. Quis voltar, mas foi contido pelo pai que chegou correndo ao carro.
Policial:
“Os desgraçados reagiram...”
Parte III
Zeloco
Vocês morreram e não foram para o céu
Aqui é o que se chama de beleléu
E aqui, quem manda, sou eu, Zeloco
E aqui todos sabem que louco para mim é pouco
Sou coisa ruim, emissário do capeta
Não vacilem comigo não, por que senão é treta, muita treta...
Ermitão e Bagaceira foram “convencidos” a fazer parte do bando do Zeloco.
Parte IV
Todos eles seguiram em direção à pedra onde descansava Veneno. Logo Veneno se viu envolvido por pensamentos estranhos. Sentia uma angústia muito grande. De repente era como se sua mãe estivesse ali, ao seu lado, oferecendo-lhe uma pedra. “Não!” Berrou ele, mas agora era verdade, ela estava ali, bem ao seu lado, fumando uma pedra. Ele podia ver as suas veias dilatadas e seus olhos esbugalhados num vermelho sangue a fitá-lo com ódio. Sua cabeça começou a girar e ele foi saindo de si. De repente ele percebe que não está ali somente com a sua mãe, mas sim rodeado por uma multidão de infelizes, dentre os quais, Ermitão e Bagaceira. “Mas vocês não estão mortos, seus infelizes?!”
Saiu gritando, pulou o muro e não percebeu o enorme caminhão que vinha em alta velocidade. Seu corpo foi arremessado contra o muro. Ao lado, caído, estava um cachimbo improvisado com o qual ele havia consumido algumas pedras de crack.
Mais um para o bando do Zeloco.
Fim – Isaías Gresmés
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